Diante da escalada de emergências ambientais no país, a FGV Projetos reuniu hoje gestores públicos no Rio para apresentar caminhos de identificação do gasto climático no orçamento público. O encontro, organizado pelo Centro de Estudos de Reparação e Recuperação (C2R), reuniu experiências concretas do Governo Federal e de diversos estados brasileiros.
Os governos do Espírito Santo e do Piauí apresentaram experiências concretas de marcação do gasto climático. O Espírito Santo mapeou R$ 2,45 bilhões em despesas ligadas à agenda climática no projeto de orçamento de 2027. Já o Piauí identificou R$ 35,8 milhões em 48 subações, com quase 96% voltados à resiliência e à adaptação, usando a estrutura orçamentária que já existe.
Já Virgínia de Ângelis, auditora federal do TCU, mostrou que os entraves da agenda climática refletem problemas estruturais das finanças públicas, como a rigidez orçamentária.
O evento contou ainda com a participação institucional de Luiz Carlos Duque, diretor executivo da FGV Projetos; Carlos Gonçalves, representante do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID); e Rafael Abreu, secretário de Planejamento e Gestão do Rio de Janeiro (SEPLAG/RJ).